terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Seja um idiota

Adoro esse texto do Jabor.Aliás, adoro a maioria dos textos dele...rs! Mas esse é bem o jeito que tento levar a minha vida: com leveza.
"Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. Putz! A vida já é um caos, por que fazemos dela, ainda por cima, um tratado? Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins. No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota!
Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você. Ignore o que o boçal do seu chefe disse. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele.
Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto. Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo, soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça? Hahahahahaa... Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana? Quanto tempo faz que você não vai ao cinema?
É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí, o que eles farão se já não tem por que se desesperar? Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Você quer? Espero que não.
Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas... a realidade já é dura; piora se for densa.
Dura, densa, e bem ruim. Brincar é legal. Entendeu? Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço, não tomar chuva. Pule corda! Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte. Ser adulto não é perder os prazeres da vida – e esse é o único “não” realmente aceitável.
Teste a teoria. Uma semaninha, para começar. Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são: passageiras.
Acorde amanhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir... Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração.
Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e que tal um cafezinho gostoso agora?
A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, chore, dance e viva intensamente antes que a cortina se feche."(Arnaldo Jabor)





Bjs no coração.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Biutiful

Quem já assistiu ao filme Biutiful? Eu assisti. Fazia tempo que não me via diante de uma tela com um filme tão denso.Penso que essa palavra resume bem esse filme, o qual tem como ator principal Javier Bardem(vencedor do premio de Goya de melhor ator nessa atuação.) que ao meu ver foi quem carregou o trabalho de Iñárritu nas costas.
Quando digo que ele é denso é por que ele fala de tantas coisas: trabalhos ilícitos com africanos no comércio de rua, exploração de mão-de-obra dos imigrantes chineses na construção civil, um pai de família que tem um amor incondicional pelos filhos e que ama a mulher, mas esta tem problema de personalidade (bipolaridade) e por isso ela não vive com os filhos e com ele e costuma trai-lo com o próprio irmão. Além disso, o cara conversa com os mortos , mas não usa sua mediunidade da forma que seja bem aceita pela doutrina, pois ele recebe por isso . Tudo bem que por traz disso há a intenção dele que é a de juntar o máximo de dinheiro para deixar para os filhos , pois ele descobriu que esta com uma doença terminal e que tem poucos dias de vida. Sem deixar de comentar que mostra uma Barcelona pobre e problemática.
Ah! Não posso deixar de mencionar que é um filme longo e quando digo longo quero dizer beirando 3 horas...rs! Em momentos minhas pálpebras quase me venceram...rs! Mas lá fiquei firme e forte pois estava intrigada com uma coisa: qual seria a mensagem principal desse filme? Juro que não consegui enxergar e vou ate procurar ler algumas críticas pra ver se me identifico com alguma...rs!
Resumindo, só não vou aqui dizer que o filme é péssimo por que Javier Bardem atuou belissimamente e mereceu o premio. Ele soube colocar a pesada carga do seu personagem de uma maneira tão real que ele ate ficou pouco charmoso, já que na maioria dos filmes que ele faz sempre é um pedaço de perdição ne? kkkkkkk...Mas para quem gosta de filmes alternativos é uma boa assistir. Vai que você tem uma opinião diferente da minha e me ajuda a entende-lo.
Bjos no coração

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Beijaaaarrr muuuiitttooooo

Olá pessoas, estava lendo a Veja dessa semana e vi o link sobre essa entrevista que segue abaixo e vim até a net pra lê-la. Adorooo beijo, adoooorooo beijar e adorrreiii a entrevista. Espero que gostem também e cheguem a mesma conclusão que eu: " Não vamos deixar que nossos hormônios ocitocina. dopamina e seratonina fiquem em baixa. Eu quero mais é que minhas bochechas fiquem vermelhas, minhas pupilas fiquem extremamente dilatadas, que minha pulsação chegue no compasso de uma bateria de escola de samba e que na verdade fique sem fôlego."

Bjo no coração

Entrevista

A ciência do beijo

Em seu novo livro, 'The Science of Kiss', a cientista e jornalista Sheril Kirshenbaum explica por que o beijo faz todo sentido do ponto de vista biológico e por que os seres humanos gostam tanto de beijar

Aretha Yarak
Burt Lancaster e Deborah Kerr em 'A Um Passo da Eternidade': sentidos aguçados Burt Lancaster e Deborah Kerr em 'A Um Passo da Eternidade': sentidos aguçados (Reprodução)
"O beijo ativa todos os nossos sentidos - como o olfato, o paladar e o tato - para que forneçam pistas sobre a compatibilidade e o potencial a longo prazo do parceiro"
"Embora o beijo possa transmitir bactérias e vírus, é algo relativamente seguro. Existe um número muito maior de germes que podem ser transmitidos por um aperto de mão"
"Ninguém nunca me beijou como você", diz a esposa infeliz vivida por Deborah Kerr ao amante interpretado por Burt Lancaster, na célebre cena de A Um Passo da Eternidade. O arrebatamento ganha contornos dramáticos no filme de Fred Zinnemann. Já na vida real, é o resultado genuíno de uma complexa cadeia de reações biológicas cujo propósito, justamente, é nortear a decisão de investir ou não num relacionamento. "O beijo ativa todos os nossos sentidos para que forneçam pistas sobre a compatibilidade e o potencial a longo prazo do parceiro", diz ao site de VEJA a pesquisadora Sheril Kirshenbaum. Em seu novo livro, The Science of Kissing ("A Ciência do Beijo", sem previsão de lançamento no Brasil), Sheril explica a origem e a evolução do beijo, por que faz bem à saúde e como pode decidir com quem vamos passar o resto da vida. Leia trechos da entrevista.
Divulgação
A capa do livro 'The Science of Kiss', de Sheril Kirshenbaum
A capa do livro 'The Science of Kiss', de Sheril Kirshenbaum
Qual a origem do beijo? O registro mais antigo do beijo vem da Índia. São textos em sânscrito de 3.500 atrás. No entanto, considerando tantos comportamentos similares no reino animal, especialmente entre primatas, pode-se supor que os humanos, de alguma maneira, sempre se beijaram.
Por que beijamos? O beijo ativa todos os nossos sentidos - como o olfato, o paladar e o tato - para que forneçam pistas sobre a compatibilidade e o potencial a longo prazo do parceiro. Nosso corpo e cérebro nos ajudam a decidir se devemos investir no relacionamento. Ao mesmo tempo, as terminações nervosas existentes nos lábios fazem da experiência algo extremamente agradável. E é função dos hormônios e dos neurotransmissores promoverem o vínculo e a proximidade entre as duas pessoas.

O beijo é uma evolução biológica? Como fica a influência cultural? O ato de beijar é um exemplo maravilhoso de comportamento que combina inclinações naturais e aprendizado. Nós temos um instinto biológico muito forte que nos impulsiona a beijar outra pessoa, mas isso é também um comportamento aprendido e moldado pela cultura e pela própria experiência pessoal. Em regiões onde não existe a tradição de beijar, da maneira como a entendemos hoje, há comportamentos que podem ser considerados similares, tais como lamber, esfregar e até mesmo assoprar, sempre com o mesmo propósito.

Quais são os mecanismos químicos e biológicos envolvidos no ato de beijar? Quando o beijo “combina”, nossas bochechas ficam avermelhadas, nossa pulsação acelera, a respiração fica irregular e as pupilas dilatam  - o que pode explicar por que fechamos os olhos. Beijar libera ainda o “hormônio do amor”, a ocitocina, que trabalha para manter a conexão entre duas pessoas. Portanto, beijar pode ajudar a manter o amor em relacionamentos longos. Também é associado ao beijo o aumento de dopamina, neurotransmissor responsável pelo desejo. Enquanto isso, a serotonina causa pensamentos obsessivos sobre o parceiro. Esse é o mesmo neurotransmissor envolvido em pessoas com TOC. Isso é apenas o começo. É interessante observar como esses hormônios e neurotransmissores são responsáveis por vários dos sintomas que nós associamos à paixão.
Como o cérebro reage ao beijo? Um beijo bom envia uma cascata de sinais para o cérebro, que nos fazem sentir bem, reforçando o comportamento, o que nos faz ter vontade de continuar o que estamos fazendo.

Beijar vicia? A dopamina é um neurotransmissor que atinge seu pico durante o beijo. É um tipo de droga natural, associada à recompensa, que nos faz sentir uma onda de euforia e desejo. Ela estimula os mesmo centros de prazer no cérebro que as drogas, nos fazendo querer mais e mais, como um vício.

Beijar é perigoso? Embora o beijo possa transmitir bactérias e vírus, é algo relativamente seguro. Existe um número muito maior de germes que podem ser transmitidos por um aperto de mão.

Qual o maior engano sobre o beijo? Provavelmente o ditado que diz que "um beijo é apenas um beijo". Na verdade, há muito mais coisas envolvidas.

O que faz um beijo ser memorável? De acordo com John Bohannon, psicólogo da Universidade de Butler, o primeiro beijo pode deixar uma memória muito viva. Ele descobriu que a maioria das pessoas consegue se lembrar detalhadamente da experiência. Isso pode ter alguma relação com os altos níveis de excitação dos nossos sentidos para reunir informações importantes sobre a atividade e a outra pessoa. É um momento muito poderoso e nos ajuda a decidir o que fazer em seguida.

Quais as diferenças biológicas de um beijo romântico e de um social? Os dois tipos de beijo transmitem uma sensação de confiança. Estamos deixando outra pessoa invadir nosso “espaço pessoal”. Entretanto, um beijo social evoluiu historicamente como um tipo de saudação, provavelmente por causa do jeito como nossos ancestrais usavam o nariz para agradecer ou demonstrar reconhecimento. Isso, em certo ponto, provavelmente passou a ser acompanhado de um selinho.
Divulgação
Sheril Kirshenbaum
A pesquisadora Sheril Kirshenbaum
Qual a diferença na maneira que homens e mulheres encaram o beijo? Existe uma grande diferença entre os gêneros em relação à atitude e às preferências do beijo. Mulheres tendem a descrever o beijo como uma maneira de medir o relacionamento e de descobrir os sinais que o beijo pode dar sobre o futuro. Homens com frequencia descrevem o beijo como um meio de alcançar um determinado fim, esperando por mais contato físico. Felizmente, beijar é prazeroso para ambos os sexos.

Quais os benefícios do beijo para a saúde? Uma vez que o beijo é um meio tão significativo para criar vínculos entre as pessoas, ele é benéfico para a mente e também para o corpo. Vínculos fortes estão ligados a melhores relacionamentos, uma melhor sensação de bem estar, atitudes mais otimistas, baixa pressão sanguínea e menos estresse.
Por que algumas culturas não adotaram o beijo na boca? Enquanto eu produzia meu livro, li alguns relatos de viajantes do século XIX sobre culturas que tradicionalmente não beijavam do como fazemos. Um beijo na boca deve ter parecido bem estranho a estas populações. Entretanto, se ampliarmos a definição de beijo, como Charles Darwin fez, incluindo gestos como assopros no rosto e lambidas, reparamos que há uma similaridade de comportamentos e uma biologia envolvida aparentemente universal.
(www.veja.com/extras)

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Sobre o amor (Arnaldo Jabor)


Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.

Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no
ódio vocês combinam. Então?

Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a
menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?

Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim. 

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. 

Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa...

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Vem cá?Eu te conheço?

Ontem estavamos eu, minha mãe e uma amiga aqui em casa conversando sobre trabalho, mudança, família e ouvi o seguinte comentário dito pela minha mãe em uma conversa com meu pai: " Nós não conhecemos a filha que temos. Ela até que escreve bem.". Começamos a rir na hora , mas depois fiquei pensando se realmente sou alguém que " se esconde". Nunca parei pra pensar isso, pois sempre me achei muito transparente nas minhas relações. Fiquei com algumas indagações: "Será que não me mostro tanto assim?", " Em que momento eu nao me deixo ser conhecida?", " Será que meus pais não prestam tanta atenção em mim?", " Onde estou errando nas minhas relações familiares?"...
O fato é que um simples comentário fez com que eu percebesse e comprovasse que realmente , em regra, nos abrimos mais com amigas(os) do que com nossa família. Falei regra, pois sei que tudo tem excessões. Algumas amigas minhas sabem mais de mim do que minha mãe. Não que esta não seja uma grande amiga( e se é!), mas e que tem assuntos que nao me sinto tão a vontade pra conversar com ela. E olha que a quem diga que nós somos modernas demais, pois conversamos sobre sexo naturalmente. O que na maioria das vezes o tema é tabu entre mãe e filha, comigo é diferente. O assunto aqui é outro: conflitos internos. Esse sim eu nao me sinto com tanto espírito pra me abrir.
Ainda assim, chego a conclusão de que sou alguém que em certos aspectos não me deixo ser vista. Mas que não chego ao ponto de ser uma pessoa dúbia ou que não seja confiável. Ninguem é totalmente transparente. Sempre temos algo que não permitimos ser descoberto,ou por medo de repressão ou por puro e simples fato de não acharmos que é importante pro próximo( aquilo que podemos dizer: não te falo por que não é da sua conta.).
Enfim, mãe não se preocupe,você conhece o suficiente para que nossa relação continue cheia de cumplicidade. Quanto ao "buraco negro" dentro de mim, não queira conhecer! Prefiro te dar meu melhor e não o meu pior.
Bjos no coração!